
Descobrir durante uma radiografia que existe um siso perto do nervo costuma gerar preocupação antes da extração. Isso acontece principalmente nos sisos inferiores, já que suas raízes podem apresentar proximidade com o canal por onde passa o nervo alveolar inferior. Entretanto, essa relação não significa automaticamente que a cirurgia terá complicações.
Por isso, o cirurgião bucomaxilofacial analisa cuidadosamente a posição do dente e das estruturas próximas antes de definir a abordagem. Além disso, exames de imagem mais detalhados podem fornecer informações importantes para o planejamento da cirurgia.
O que significa ter um siso perto do nervo?
Na região posterior da mandíbula existe um canal ósseo chamado canal mandibular. Dentro dele passa o nervo alveolar inferior, responsável por parte da sensibilidade dos dentes inferiores, do lábio e do queixo.
Em algumas pessoas, as raízes do terceiro molar inferior, conhecido como dente do siso, ficam muito próximas desse canal.
Entretanto, a proximidade observada em uma radiografia panorâmica nem sempre revela exatamente a relação tridimensional entre as estruturas. Por isso, quando existem sinais de maior proximidade, o profissional pode solicitar exames complementares.
Por que alguns sisos ficam próximos ao nervo?
A posição dos sisos varia bastante entre os pacientes. Isso ocorre porque cada pessoa apresenta características anatômicas próprias da mandíbula, das raízes dentárias e do canal mandibular.
Além disso, o dente pode crescer inclinado, permanecer parcialmente incluso ou ficar completamente dentro do osso.
Consequentemente, as raízes podem se desenvolver próximas ao canal mandibular. Em alguns casos, elas também podem apresentar formatos que exigem maior atenção durante o planejamento.
Portanto, o especialista precisa analisar individualmente cada situação.
Quais sintomas um siso incluso pode causar?
Um siso perto do nervo não necessariamente provoca sintomas por causa dessa proximidade. Entretanto, o próprio terceiro molar pode apresentar outros problemas que levem à indicação de tratamento.
Entre os sinais possíveis estão:
- Dor na região posterior da mandíbula;
- Inflamação da gengiva;
- Inchaço;
- Dificuldade para higienizar a região;
- Infecções recorrentes;
- Mau gosto na boca;
- Dor durante a mastigação;
- Comprometimento do dente vizinho.
Além disso, algumas alterações aparecem apenas nos exames de imagem. Dessa forma, a avaliação clínica deve sempre considerar também radiografias e, quando necessário, outros exames.
Como o bucomaxilo avalia a proximidade com o nervo?
Primeiramente, o cirurgião bucomaxilofacial realiza uma avaliação clínica e analisa a posição do siso.
A radiografia panorâmica geralmente oferece uma visão inicial da região. Entretanto, quando a imagem sugere proximidade importante entre as raízes e o canal mandibular, o especialista pode solicitar uma tomografia computadorizada.
A tomografia permite visualizar a região em três dimensões. Assim, o profissional consegue analisar com maior precisão:
- A posição do siso;
- O formato e a quantidade de raízes;
- A relação das raízes com o canal mandibular;
- A quantidade de osso ao redor do dente;
- A posição do dente vizinho;
- Outras estruturas anatômicas importantes.
Dessa maneira, o planejamento deixa de depender apenas de uma imagem bidimensional.
Como é planejada a extração de um siso perto do nervo?
O planejamento começa pela análise detalhada dos exames.
Em seguida, o cirurgião avalia qual acesso oferece melhores condições para remover o dente preservando as estruturas próximas. Além disso, dependendo da posição do siso, o profissional pode dividir o dente em partes menores para facilitar sua retirada.
Essa técnica, chamada odontosecção, pode reduzir a necessidade de movimentos excessivos durante a cirurgia.
Entretanto, cada caso apresenta características próprias. Portanto, o cirurgião define a estratégia somente depois de avaliar a anatomia do paciente.
Em situações específicas, o profissional também pode considerar abordagens diferentes da remoção completa. A indicação, porém, depende de critérios clínicos e radiográficos.
Existe risco de alteração da sensibilidade?
Como o nervo alveolar inferior participa da sensibilidade do lábio inferior e do queixo, cirurgias realizadas muito próximas dessa estrutura exigem atenção especial.
Uma alteração da sensibilidade recebe o nome de parestesia. Ela pode provocar sensação de dormência, formigamento ou mudança na percepção da região.
Entretanto, a existência de proximidade anatômica não significa que o paciente necessariamente apresentará esse problema.
Por isso, avaliar corretamente a relação entre o siso e o nervo antes da cirurgia é fundamental. Além disso, o especialista deve explicar ao paciente os riscos específicos identificados no seu caso.
Quando procurar um especialista?
Pacientes que receberam a informação de que o siso está próximo ao nervo devem buscar uma avaliação individualizada antes de decidir pela extração.
Além disso, a consulta com um cirurgião bucomaxilofacial ganha ainda mais importância quando existem:
- Sisos profundamente inclusos;
- Raízes próximas ao canal mandibular;
- Infecções recorrentes;
- Alterações identificadas na radiografia;
- Dor persistente;
- Dificuldade técnica prevista para a extração.
No Tatuapé, a avaliação com um especialista permite analisar tanto os sintomas quanto os exames antes de definir a melhor conduta.
Como funciona o tratamento?
Nem todo siso precisa ser removido automaticamente.
Primeiramente, o profissional avalia se existe indicação clínica para a extração. Caso a remoção seja necessária, ele analisa os exames e define a técnica cirúrgica mais adequada.
Além disso, o planejamento considera a posição do dente, sua relação com o nervo e as características da mandíbula.
Após a cirurgia, o paciente recebe orientações específicas para o período de recuperação. Dessa forma, o acompanhamento continua até que a evolução esteja adequada.
Benefícios de um planejamento individualizado
Planejar cuidadosamente a extração permite compreender melhor a anatomia antes do procedimento.
Entre os principais benefícios estão:
- Maior conhecimento da posição das raízes;
- Identificação da relação com o canal mandibular;
- Escolha mais adequada da técnica cirúrgica;
- Maior precisão durante o procedimento;
- Melhor avaliação dos riscos;
- Planejamento personalizado para cada paciente.
Além disso, o paciente recebe informações mais claras sobre seu caso. Consequentemente, pode compreender melhor por que determinada abordagem foi escolhida.
A importância da avaliação especializada
Quando existe um siso perto do nervo, o planejamento deve considerar muito mais do que simplesmente a posição do dente. A relação entre as raízes, o canal mandibular, o osso e as estruturas próximas influencia diretamente a estratégia cirúrgica.
Por isso, o cirurgião bucomaxilofacial utiliza a avaliação clínica e exames de imagem para compreender detalhadamente a anatomia de cada paciente. Além disso, recursos como a tomografia computadorizada oferecem informações tridimensionais que ajudam no planejamento.
Na Clínica MaxFacial, localizada no Tatuapé, os pacientes contam com uma equipe especializada em cirurgia bucomaxilofacial e extração de sisos, inclusive em casos que exigem planejamento mais detalhado. Além disso, a MaxFacial utiliza tecnologia avançada para diagnóstico e planejamento dos tratamentos, sempre associando precisão técnica a um atendimento humanizado. Dessa forma, cada paciente recebe uma avaliação individualizada, considerando sua anatomia, suas necessidades e sua saúde bucal.

