Invisalign e cirurgia ortognática: ilustração do crânio com maxila e mandíbula ao lado de alinhador transparente

Algumas alterações na mordida não vêm apenas da posição dos dentes, mas dos ossos da face. Nesses casos, alinhar os dentes sozinho não resolve, e o tratamento costuma combinar ortodontia e cirurgia. Cada vez mais pacientes perguntam se é possível unir Invisalign e cirurgia ortognática. Em casos selecionados, sim. Neste artigo, explicamos como funciona essa combinação.

Principais pontos

  • A cirurgia ortognática corrige a posição da maxila e da mandíbula.
  • A ortodontia prepara os dentes antes da cirurgia e finaliza depois.
  • Em casos selecionados, os alinhadores podem substituir o aparelho fixo em parte do tratamento.
  • O planejamento integrado entre ortodontista e cirurgião é decisivo.

O que é a cirurgia ortognática

A cirurgia ortognática reposiciona a maxila, a mandíbula ou o queixo para corrigir desequilíbrios entre os ossos da face. Ela é indicada, por exemplo, quando a mandíbula está muito à frente ou muito para trás, quando há assimetria facial importante ou quando a mordida não fecha corretamente.

Além da estética, a cirurgia pode melhorar a mastigação, a respiração e, em alguns casos, o ronco e a apneia do sono. Saiba mais no artigo sobre queixo retraído e cirurgia ortognática.

Invisalign e cirurgia ortognática: ilustração da maxila e da mandíbula com alinhador transparente

Por que a ortodontia faz parte da cirurgia ortognática

A cirurgia corrige os ossos, mas os dentes precisam estar posicionados para encaixar na nova mordida. Por isso, o tratamento geralmente tem três fases:

  1. Ortodontia pré-cirúrgica: alinha e posiciona os dentes de acordo com a nova posição dos ossos.
  2. Cirurgia ortognática: o cirurgião bucomaxilofacial reposiciona maxila e mandíbula.
  3. Ortodontia pós-cirúrgica: finaliza o encaixe dos dentes e refina a mordida.

Invisalign e cirurgia ortognática: como os alinhadores entram no tratamento

Tradicionalmente, o preparo para a cirurgia era feito com aparelho fixo. Com a evolução dos alinhadores, alguns casos passaram a usar o Invisalign em uma ou mais fases do tratamento. A escolha depende de fatores como a complexidade dos movimentos, a técnica cirúrgica e a avaliação conjunta da equipe.

Em muitos casos, o cirurgião precisa de pontos de fixação nos dentes durante a cirurgia. Por isso, a equipe pode combinar recursos, como colar acessórios temporários. Essa decisão é sempre técnica e individual.

Como é o planejamento digital do caso?

O tratamento combinado começa com exames detalhados. Em geral, a equipe solicita tomografia, radiografias, fotos e o escaneamento digital da boca. Com esses dados, o cirurgião estuda o movimento dos ossos. Ao mesmo tempo, o ortodontista planeja a posição ideal dos dentes.

No caso dos alinhadores, o planejamento ortodôntico é feito em software. A partir dele, a Align Technology, fabricante do Invisalign, produz a sequência de placas sob medida. Assim, cada etapa já considera a mordida que se espera depois da cirurgia.

Vantagens do Invisalign com cirurgia ortognática

  • Discrição durante um tratamento longo: o preparo pode levar meses, e os alinhadores são pouco aparentes.
  • Higiene facilitada: removíveis, os alinhadores permitem escovar normalmente, o que ajuda a manter a gengiva saudável antes da cirurgia.
  • Conforto: sem braquetes e fios encostando nos lábios e bochechas.

Mesmo assim, nem todo caso é indicado para alinhadores. Quando o aparelho fixo é a melhor ferramenta, a equipe explica o motivo.

E depois da cirurgia, como fica o uso dos alinhadores?

Logo após a cirurgia, o foco é a recuperação. Nessa fase, o paciente segue as orientações do cirurgião sobre alimentação, higiene e repouso. Por isso, o momento de retomar a ortodontia é definido pela equipe, de acordo com a evolução de cada pessoa.

Em seguida, começa a ortodontia pós-cirúrgica. Nessa etapa, novos alinhadores ou ajustes refinam o encaixe dos dentes na nova posição dos ossos. Além disso, as consultas de acompanhamento permitem conferir a mordida e a cicatrização. Por fim, a contenção ajuda a manter o resultado obtido.

Planejamento integrado na MaxFacial

O sucesso do tratamento combinado depende da comunicação entre ortodontista e cirurgião. Na MaxFacial, as duas áreas trabalham sob a mesma coordenação do Dr. Eduardo Fernandes, cirurgião bucomaxilofacial com atuação em ortognática, ATM e reconstruções.

Na prática, isso significa que o planejamento ortodôntico já nasce pensando na cirurgia. Assim, o paciente evita idas e vindas entre clínicas e recebe uma visão única do caso. Conheça as cirurgias realizadas em hospital pela equipe.

Quem pode precisar de Invisalign e cirurgia ortognática

Alguns sinais indicam que vale investigar a relação entre os ossos da face:

  • Mordida em que os dentes de baixo ficam à frente dos de cima.
  • Queixo muito retraído ou muito projetado.
  • Dificuldade para mastigar ou para fechar os lábios.
  • Assimetria facial evidente.
  • Ronco frequente associado à posição da mandíbula.

Só a avaliação clínica, com exames de imagem, confirma a indicação.

Avaliação para tratamento combinado no Tatuapé

Se você já ouviu que precisa de cirurgia ortognática, ou desconfia que o seu caso vai além dos dentes, uma avaliação integrada esclarece o caminho. Leia também Invisalign adulto e Invisalign ou aparelho fixo.

Agende sua avaliação pelo WhatsApp. A MaxFacial fica na Rua Itapura, 239, perto do metrô Tatuapé.

Perguntas frequentes

Dá para fazer cirurgia ortognática usando Invisalign?

Em casos selecionados, sim. A indicação depende da complexidade dos movimentos e da avaliação conjunta entre ortodontista e cirurgião bucomaxilofacial.

Preciso de ortodontia antes e depois da cirurgia ortognática?

Na maioria dos casos, sim. A ortodontia prepara os dentes antes da cirurgia e finaliza o encaixe depois.